Brutus Bergman era um operário que arriscava ser cientista em sua garagem na velha rua Suspiros Urdidura.
Brutus saía às dezoito horas e corria pra casa, ele não parava pra tomar uns tragos com seus colegas de linha de produção. O carro de Brutus Bergman era único, ele mesmo o criara juntando peças de outros carros e alguns eletrodomésticos.
O volante do carro de Bergman era uma tampa de panela e os pedais espátulas de pedreiro. Ele era um homem peculiar. Certa vez, Brutus Bergman inventou um relógio anti-roubo, o aparelho, se tirado de maneira errada, emitia uma forte descarga elétrica e assim espantaria o ladrão.
Era um Domingo comum e Brutus decidiu sair para pescar, ele adorava peixe, nossa senhora.
O barco do velho Bergman era comum, comprado numa loja de pesca, nada que ele tenha inventado dessa vez. Depois do dia todo de pesca, Brutus deitou-se na beira do rio e boiou de barriga pra cima, estava uma delícia para Brutus.
De repente, uma águia que passava num rasante confundiu o volume na cueca de Brutus com uma de suas refeições e decidiu atacar-lhe o pênis.
Ao tentar se defender, o relógio de Bergman disparou sua descarga elétrica e a águia feriu a garra esquerda.
Quando saiu da água e correu pra casa, Brutus reparou que a ave havia levado uma de suas duas bolas do saco. "Mas que droga!" gritou Brutus Bergman.
Hoje em dia, na velha rua Suspiros Urdidura, a águia está manca e o homem mono-bola.
