quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Soneto da perda inesperada

Tudo estava calmo, perto do pleno, emoções amenas/
De repente, uma virada, inesperada, a pior das surpresas/
Lição a duras penas. Lembrança que entristece, lacrimeja/ 
Obrigatoriedade de se aprender a gerenciar perdas.

Notícia ruim na tela que me informa/
A mente inquieta contesta, enquanto a boca se cala/
A sensação de injustiça na indesejada aurora/
Medo de dizer em voz alta, o que a crença religiosa discorda.

O tempo foi omisso, não olhou direito a hora/
Viu que ainda era cedo e absteve-se da troca/
Falho ou consequente, é um tempo que não volta.

Outrora com a gente, amigo e parente, pôs-se de fora/
Que encontre morada, descanso e o amor de quem ouve a quem ora/
Enquanto seguimos, nós que ficamos, até a hora de irmos embora. 


Em memória de Ronaldo Moreira Alves


- F. Di Giorge Finati

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